Equitação á Portuguesa
Equitação à Portuguesa – Prova A
1 – Entrada a galope na linha do meio. Paragem imediata sobre as pernas. Cumpri- mento. 2 – Sair a trote. Evoluir no rectângulo em círculos para as duas mãos. 3 – Contrapassagens de mão de frente para o juri.
4 – Círculos garupa a dentro para as duas mãos (circulo apertado 4m) 5 – Parar sobre as pernas. Recuar. Saída imediata a trote. Parar. 6 – Saída imediata do parado a galope. 7 – Círculos para as duas mãos, com passagem de mão entre cada círculo. 8 – Evolução a galope com variação de galope. Paragem imediata sobre as pernas. Recuar. Saída imediata ao galope.
9 – Galope ao revés para as duas mãos. 10 – Tomar a linha do meio. Citar. Desenhar uma sorte. Rematar pela direita (exe- cução com tourinha – facultativo). 11 – Círculos apertados garupa a dentro para as duas mãos com passagem de mão entre cada círculo. 12 – Sobre uma linha recta, galopar nos dois sentidos com meias piruetas nos ex- tremos e passagem de mão a meio dos percursos. 13 – Passagens de mão aproximadas em linha recta nas diagonais. 14 – Sobre uma linha do meio, paragem sobre as pernas. Recuar 20 metros. Sair imediatamente em “passage”, evoluir no rectângulo em “passage”, com transições ao “piaffer”. Na linha do meio parar. Cumprimentos. 15 – Livre (1m30s). 16 – Saída a passo tranquilo.
Equitação à Portuguesa – Prova B
1 – Entrada a galope. Paragem. Cumprimento. 2 – Sair a trote. Evoluir no rectângulo em círculos para as duas mãos. Percorrer uma diagonal variando a amplitude do trote.
3 – Contrapassagens de mão de frente para o júri. 4 – Círculos garupa para fora para as duas mãos (8m). 5 – Saída a galope a partir do trote. 6 – Círculos para as duas mãos, com passagem de mão entre cada círculo. 7 – Galope ao revés para as duas mãos. 8 – Variações de galope em linhas rectas (encurtar e alargar). 9 – Tomar o galope ao revés. Seguir pelo lado maior, afastar da teia antes do canto e voltar para trás pelo lado da teia, ficando em galope directo. Executar o mesmo para o outro lado. 10 – Transição ao trote, tomar a linda do meio. Paragem. Cumprimento. 11 – Saída a passo tranquilo.
Obrigatório o uso da vara, cabeçada de freio e bridão, sendo a condução feita com as duas mãos. Em tudo o mais devem ser seguidas as disposições da regulamentação geral.
Prova de Equitação à Portuguesa
Regulamento Geral
Art. 1o
1o Haverá duas provas: “A” e “B” de diferentes graus de dificuldade;
2o As provas estão abertas a todos os cavalos com o mínimo de 6 anos de idade;
3o Realizam-se num rectângulo de 20m 40m, marcado com vedação baixa;
4o Terão, obrigatoriamente, que ser julgadas por três juízes indicados pela APSL;
5o Os enunciados das provas, assim como qualquer alteração, são da competência exclusiva da APSL;
6o As provas realizadas fora do território nacional serão julgadas por juízes indicados pela APSL, sendo no entanto o Presidente, um juíz nacional;
7o As provas terão o limite de execução de 5 minutos. Art. 2o
Ordem de entrada
1o O sorteio da ordem de entrada dos concorrentes deverá ser feito na presença do júri ou de um seu delegado; 2o Se um cavaleiro concorrer com mais de um cavalo, deverá ser garantido um in- terlúdio mínimo de 15 minutos entre cada uma das suas provas.
O Secretariado terá como funções:
Art. 3o
Secretariado
a) Trazer consigo as pastas dos juízes contendo as ordens de entrada, assim como as folhas de classificação;
b) Assistir o júri com um secretário para cada juíz, assim como dois secretários auxil- iares encarregados do cálculo e afixação dos resultados e ainda a ligação entre o júri e o secretariado;
c) Garantir a instalação sonora para a comunicação entre o Presidente do júri e os concorrentes.
Art. 4o
Execução da Prova
1o Os cavalos participantes terão obrigatoriamente de estar inscritos no livro Ge- nealógico da Raça Puro sangue Lusitano;
2o Os cavalos devem ser portadores de cabeçada “à portuguesa”, freio-bridão ou só de freio. Em qualquer dos casos, o cavalo só poderá ser conduzido pelo freio com a mão esquerda, podendo no entanto a mão direita ajudar sobre a rédea direita;
3o No caso do cavalo ser portador de cabeçada de freio-bridão, deverá a rédea do freio passar por uma argola feita com a rédea do bridão;
4o É obrigatório o uso da vara colocada ao alto; 5o É obrigatório o uso de esporas de roseta;
6o O não cumprimento de qualquer destas disposições implica a não admissão do concorrente à prova ou a sua imediata eliminação;
7o Considera-se motivo de eliminação: a) A saída do rectângulo durante a prova;
b) A queda do cavaleiro;
c) Qualquer claudicação; d) Qualquer defesa do cavalo que impeça o decorrer da prova por mais de
20 segundos.
Art. 5o
Apresentação
1o Cavaleiro – traje curto “à portuguesa”; Cavalo – Entraçado, sela “à portuguesa” completa, com todos os elementos
tradicionais;
2o Não é permitido o uso de caneleiras, ligaduras, gamarras, serrêtas ou rodelas de borracha em volta do freio.
Critérios de avaliação
Pretende-se avaliar as qualidades que caracterizam ao longo dos séculos o nosso cavalo e a Equitação Tradicional Portuguesa:
Submissão – Maneabilidade – Concentração Assim temos:
Submissão e aceitação dos ferros e da espora.
Disponibilidade, flexibildade, prontidão de resposta às ajudas. Grau elevado de entrada dos posteriores nos exercícios de
concentração. Facilidade em transitar rapidamente dum andamento curto e
concentrado a um andamento largo e vice-versa.
Os exercícios contidos nestes parâmetros serão de coeficiente 2. Os restantes deverão ser avaliados tendo em conta a serenidade do cavalo, a regu- laridade dos andamentos, assim como a elasticidade, elevação e extensão dos mesmos.

